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Como pedir avaliações sem ser chato

Última atualização: 31 de outubro de 2026 · Libur

Estrelas de avaliação alinhadas sobre fundo azul

Quase todos os donos de negócio sabem que as avaliações importam e quase nenhum as pede. A razão é sempre a mesma: dá vergonha. Parece pedir um favor, ou pior, implorar. Mas o problema não é pedir, é como e quando se pede.

O cliente satisfeito não se lembra sozinho

Quando alguém sai contente, diz em voz alta, e diz a sério: “vou recomendar”. Duas horas depois já está noutra coisa. Não é má vontade, é a vida. Se ninguém lhe puser o link à frente, essa avaliação não existe.

O momento é quase tudo

Há uma janela de umas horas depois do serviço em que a pessoa ainda está contente e ainda se lembra do seu nome. É aí que se pede. No dia seguinte já baixou, e à semana já nem sabe como se chamava o sítio. Se deixar passar três dias, pede o dobro para conseguir metade.

Peça uma só vez, e um lembrete

A mensagem no fim e, se a pessoa não a deixou, mais uma dois dias depois. Mais nada. Insistir três vezes transforma uma avaliação que ia ter num cliente incomodado.

Que o caminho seja de um toque

O erro mais comum é pedir bem e enviar mal. “Procure-nos no Google e deixe-nos uma avaliação” obriga a pessoa a pesquisar, escolher o resultado certo e encontrar o botão. Metade perde-se aí. O Google dá um link direto que abre a caixa para escrever. É esse que se envia, e mais nada.

O que dizer

Curto, pessoal e sem modelo. “Olá Ana, obrigado por ter vindo hoje. Se tiver um minuto, uma avaliação no Google ajuda-nos muito a que outros nos encontrem: [link]”. Nome próprio, a razão verdadeira e o link. Não é preciso explicar mais.

Não condicione a avaliação

Não ofereça descontos nem sorteios em troca, não escolha só quem acha que vai falar bem e não ponha um inquérito antes para enviar o link apenas aos satisfeitos. Isto último tem nome, chama-se filtragem de avaliações, e as regras do Google não o permitem: proíbem oferecer incentivos, como descontos ou produtos grátis, e escolher só os clientes de quem se espera uma boa nota. Pede-se a todos, e se alguém vai falar mal, mais vale saber.

O QR serve, e serve mais do que parece

Um cartão com o código junto à conta no restaurante, no espelho da barbearia ou colado na fatura. Num restaurante é o melhor método que existe, porque o momento e o lugar coincidem. Basta que o cartão esteja à vista: ninguém deve ser pressionado a escrever ali, à frente de toda a gente. Num serviço ao domicílio funciona melhor a mensagem.

Responda a todas

As boas com duas linhas, com o nome. As más com calma, sem discutir, oferecendo-se para resolver por fora. Uma avaliação má bem respondida convence mais do que dez de cinco estrelas, porque quem a lê está a medir como reage quando algo corre mal. E convém lembrar que não está a responder a quem se queixou: está a responder a quem a vai ler no mês que vem.

A má que chega à sexta-feira às nove da noite

Se só souber na segunda-feira, já muita gente a viu. Por isso convém um alerta que chegue no próprio dia, mesmo que seja só para responder a frio no dia seguinte.

Quantas são precisas

Não há número mágico, mas há uma referência útil: veja os três negócios que aparecem primeiro na sua pesquisa, na sua zona, e repare em quantas têm e de quando é a última. Essa é a sua meta, e quase sempre está mais perto do que parece.

Se quer que as suas avaliações do Google se vejam em direto no seu site, com as suas estrelas do Google em cada página, isso é o plano Confianza, a $197.000 por mês. Pedi-las continua a ser consigo, e a lista de cima é tudo o que é preciso.

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